quarta-feira, 5 de agosto de 2015

CABALA ESPIRITUALISTA ( parte 1)




INTRODUÇÃO:

A Árvore da Vida traz em seu bojo a dualidade de toda manifestação: tem um sentido individual e outro ligado à totalidade. Revela a ligação cósmica intrínseca da criatura com o poder supremo e indefinível, causa primária, ou primeira, de todas as coisas, Deus.

Aqui vamos estudar a Cabala sob a ótica Espírita. Atenção:não estou dizendo que a Cabala está contida no Espiritismo ou vice - versa. Faremos apenas uma abordagem comparativa sem cair nas mistificações ou distorções. Vamos, juntos, investigar se os espíritos já não estariam ensinando veladamente  parte do que nos prometeu Jesus com a vinda do "Espírito da Verdade" e que posteriormente  eclodiu com a codificação dos ensinamentos dos Espíritos,codificação essa feita criteriosa e idoneamente por Alan Kardec. O conteúdo moral dos ensinamentos, e não a forma simbólica deles, é  o que norteará nossos estudos...

Bem,  continuemos nossos estudos:

Simbolicamente, no Gênesis, a Árvore da Vida está representada pela Árvore do Conhecimento. A Humanidade, por causa da opção de se conhecer todos os aspectos do bem e do mal,teria que peregrinar pelo mundo material até  que ,pelo livre arbítrio, pela evolução e pelo aprendizado contínuo, conseguisse retornar ao Éden, ícone metafórico do mundo espiritual e do reencontro com o Criador.

A propósito, a serpente, entre os antigos estudiosos e esotéricos, nunca foi símbolo de maldade. Essa ideia originou-se no Catolicismo Medieval.A serpente,originalmente, sempre foi símbolo de Conhecimento e Sabedoria e a árvore, por sua vez, é o símbolo dos caminhos evolutivos e espirituais da Vida.





À  “Lei de Correspondência” da Cabala atribui-se esse provérbio  de  Hermes Trimegisto:

 “Como é em cima, tal é embaixo”...

Essa  expressão metafórica se  espelha na “Lei de Afinidade ou de  Sintonia do Espiritismo”, pois nos ensina que  tudo o que se manifesta no corpo, mente e espírito do ser humano encontra sua correspondência vibratória no Universo.

"A mente humana é um centro gerador de forças e de conexões. Assemelha-se a uma estação transmissora e receptora a espraiar ondas de pensamentos as quais sintonizam com outras inteligências tanto de espíritos reencarnados, quanto dos desencarnados, conforme as leis da afinidade e da sintonia"

Mentes Interconectadas e a Lei da Atração: Suely Caldas Schubert, editora EBM,p.95 


Segundo a escritora Ann Williams Heller, a árvore da vida reflete a história da humanidade no Universo e a história do Universo na humanidade...



Entendemos, à luz do Espiritismo, ser o Homem mais do que a matéria: possui "períspirito" e espírito e tem um “continuum” existencial entre matéria e consciência, sento essa última a geratriz do pensamento e a manifestação do espírito imortal.

A ciência hoje, com o estudo dos Campos Morfológicos e a Epigenética caminha no sentido de ratificar essa visão físico-astral-espiritual do ser humano.

E a Cabala nos ensina sobre “as leis da vida em movimento”, a rede precisa e cósmica de vibrações universais em completa interação, vibrações essas que atuam ocultas por trás de tudo que é vivenciado no mundas das “formas”. Embora essas “leis” não possam ser apalpadas fisicamente, seus padrões de ordem e atuação movem tudo que se manifesta na matéria.




Seguindo os ramos da árvore da vida, composta pelas dez sephiroth, conseguimos perscrutar a ordem universal que está por trás da aparente desordem terrena e vislumbramos o que nossos sentidos comuns não conseguem perceber. A árvore da vida é um diagrama pictórico dos caminhos que contam para nós a grandiosa sinfonia da vida que se manifesta desde o seu criador invisível até aquele que é designado seu herdeiro co-criador, o ser que respira, criado “simples e ignorante” e que evolui espiritualmente em direção à perfeição do Criador como um co-criador.



Muitas vezes, a Cabala é também simbolizada por uma árvore com copas ou raízes espelhadas. Esse símbolo faz alusão à frase já mencionada “Como é em cima, tal qual é embaixo”, mas também nos lembra a frase:

 “Seja feita a Sua vontade, assim na terra como no céu...” 
                                                    
Observando esse trecho da oração do “Pai Nosso” sob a luz da Cabala, vislumbramos que a vontade do Criador se manifesta harmonicamente nas leis naturais, tanto no mundo espiritual como no material, uma vez que que esses mundos são as duas faces da mesma moeda, moeda essa que reverbera o sentido grandioso da evolução.

 A propósito, um livro iluminado que traz essa parceria cósmica da "Terra" e do "Céu" é o "Evolução entre Dois Mundos", escrito por Francisco Cândido Xavier e Valdo Vieira.




Até o próximo "post"!


terça-feira, 21 de julho de 2015

ESPIRITISMO X NOVA ERA

Estudioso, de capacidade idônea, um apóstolo do ESPIRITO DA VERDADE, foi Herculano Pires. Em seu livro de linguagem um tanto “pesada”, mas de qualidade irrefutável, O ESPÍRITO E O TEMPO, ele nos ensina que Deus não se manifesta além da capacidade da compreensão humana, desvendando-se gradativamente conforme expandimos nossa consciência e evoluímos espiritualmente. Manifesta-se, Ele, sempre através de suas leis universais e naturais.Das manifestações de religiosidade tribal, a humanidade passa à religiosidade de natureza agrária, social e, finalmente, individual... Da mediunidade primitiva do “xamã” ou “pagé”, passamos aos cultos “familiares” e depois ao culto dos “ancestrais”, que evoluíram para os estereótipos coletivos dos deuses gregos e romanos e para a mediunidade oracular, que, por sua vez,  apareceu para servir à comunidades, à cidade. O próximo estágio da religiosidade humana é o advento das religiões grandemente estruturadas, repletas de um formalismo mais complexo, baseadas em formulações teológicas e racionalização teórica. O último estágio,o  que vivemos nesse momento, é a volta à liberdade primitiva, com o rompimento dos formalismos de qualquer espécie e norteamento da fé através de dois paradigmas que se completam: o amor e a razão criteriosa.
 Não há mais espaço para os dogmas, o fanatismo, a intolerância e o excesso de credulidade. Tudo deve ser analisado e ponderado, sob o prisma da lógica, do bom senso e da razão. Ao mesmo tempo, a razão deve ser humilde e saber que é apenas ferramenta para o nosso objetivo  maior: a conquista da capacidade de amar em plenitude, sem condições ou sectarismo. A fé fazia de amor é estéril; a credulidade excessiva  em dogmas teológicos ou no que é maravilhoso é algo alienante. Colocar essa crença "maravilhosa" sob a capa da ciência ou da religião não importa. O resultado será o mesmo: alienação. Por conseguinte, buscar fórmulas de caminhos fantásticos, sem o respaldo do bom senso criterioso e sem se ater ao amor e à caridade é se enveredar por rumos que podem levar aos espinhos da credulidade cega.
Colocar as pseudo novidades ufológicas, astrais e esotéricas,tão comuns na chegada do terceiro milênio, acima da prática do amor e da compaixão, acima da própria reforma intima, é uma tentação perigosa. Não existem fórmulas e paradigmas que suplantem os ensinamentos universais de Jesus:

“Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao pai senão por mim.” 
                                                                         João 14:6

E o que fizeram muitos cristãos ao longo da história? Um “golem” horrendo! Deram vida ao Cristo defendido pelas Cruzadas, criaram o Jesus da Inquisição espanhola, divulgaram o Cristo que defendia o sofrimento e o auto flagelo... Aprisionaram o Cristo nas igrejas de pedras, barro e ouro! Esse não é o verdadeiro Cristo, é a ilusão da matéria e da escravidão humana deturpando a luz do Messias.





“E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento.
Este é o primeiro e grande mandamento.
E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.
Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas”.

                                                            Mateus 22: 37,40

Fico estupefata ao perceber que há mais de dois mil anos os cristãos dizem conhecer o Cristo mas não o buscam verdadeiramente ... Passamos pelo Cristo sanguinário e guerreiro da Inquisição para o Cristo abstrato e quase panteísta da Nova Era... Vale  ufos, ETs intraterrestres e extraterrestres, o “planeta chupão” de Ramatis, mesmo a ciência não tendo comprovado a existência desse planeta, alguns livros psicografados duvidosos onde o amor é apenas  uma palavra para justificar a compra do livro (não é uma regra, e sim exceção, entre o legado abençoado deixado por Chico Xavier e outros mediuns idôneos...) 

Claro que a  "busca da verdade" em si é sempre válida... Mas e o Cristo? Quantas pessoas tentam antes de ir atrás das "novidades" ler, compreender e praticar os ensinamentos do Messias?

Alguns espíritas, muitas vezes, tendem a ignorar a codificação de Kardec, uma verdadeira bússola de atitude investigativa e redentora  e até ignoram o Novo Testamento para buscar as novidades maravilhosas, “purpurinas” que encantam, mas que não  levam às reflexões e atitudes necessárias à evolução moral e espiritual...
Muitas vezes queremos ritualizar o espiritismo, crer em seres elementais, seres intraterrestres e extraterrestres pela abordagem mística ou ufológica, sem compreender antes a natureza dos desencarnados... Muitas vezes queremos marcar uma data peremptória para o fim do mundo, sem antes tentarmos compreender o que está por trás da promessa do fim dos tempos...
Como espíritas, devemos avançar  nossa busca investigativa, mas unindo o amor à crença racional, vigilantes à tentação de crer no maravilhoso, nos dogmas, no sobrenatural ou no pseudo científico. Desviar nosso propósito  da meta essencial do progresso moral nos fará cair  num umbral perigoso: a meta final, sempre, deverá ser  a nossa reforma intima. Devemos  perceber o próximo como extensão de nós mesmos... Isso é o que significa “toda a lei e os profetas”!




"Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam"
                                                              Corintios 10:23  



Como bem ensinou o apóstolo dos gentios, tudo é permitido ao homem, pelo seu livre arbítrio, mas nem tudo é construtivo!

Jesus disse à Samaritana, no poço de Jacó, quando ela lhe perguntou se o Pai se encontrava no poço de Jacó ou em Jerusalém: 

" Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade".
                                                             João 4:24

A caridade e compaixão: essas devem ser a "Lei" cotidiana, aquela norma que devemos cultuar, independentemente das nossas pesquisas, estudos e crenças.

Há uma quadra de Leon Denis, da qual gosto muito, que é a seguinte:

“Tende por templo o Universo,
Por altar, a Consciência,
Por imagem-Deus;
E por Lei, a Caridade”.




Gostaria de deixar claro aqui uma premissa importantíssima aos meus amigos e leitores do blog: pesquiso   as religiões antigas, os temas esotéricos e teológicos, numerológicos, e até alguns ufológicos, porque não? Mas o que pretendo com isso é descobrir o reverberar do CONSOLADOR, do ESPIRITO DA VERDADE, nesses temas, pois a espiritualidade há muito vem trabalhando com a humanidade, preparando-a para expandir sua consciência e amadurecer moralmente.
 A minha bússola, o meu norte, porém, sempre serão os parâmetros codificados brilhantemente por Kardec. Ele nos ensinou a buscar a verdade sob a luz da fé racionalizada: o "maravilhoso", tudo o que nos distanciar da Lei da Justica, do Amor e da Caridade não está ali para iluminar, e sim, para confundir. Peneirar o soio do trigo é sempre fundamental: um espirito enganador, pseudo sábio, pseudo cientista, seja encarnado ou desencarnado, seja obsessor, mestre de auto ajuda, guru, médium ou sacerdote, vai sempre tentar ofuscar a luz da verdade com crendices e dogmas megalômanos ou pueris. Devemos  estar sempre atentos!

O que a Ciência e o bom senso, impregnados pelo amor, não aceitarem  eu também não aceito de imediato. Coloco em "stand by”, a espera de mais dados. Ou simplesmente descarto, se for prejudicial à evolução moral e espiritual.
O fim nunca justificou os meios: se os meios são sórdidos, intolerantes, alienantes, sectários, dogmatizantes ou fascinadores o fim não é puro. Pelo fruto se conhece a árvore. Assim nos ensinou Jesus...

Mesmo dentro da literatura espírita, tenho por método de estudo o seguinte: ler os livros psicografados por médiuns é algo acessório. O que me norteia primordialmente é o Novo Testamento e os livros de Kardec que são instrumentos para uma compreensão metodológica e filosófica. Somente depois de nortear meus parâmetros com eles, busco as novidades da literatura espírita, esotérica e cientifica as quais passo pelo crivo da lógica, do bom senso, sem nunca tirar o olho do objetivo maior de tudo isso, que é a minha reforma íntima. Essa metodologia de aprendizado é algo que humildemente sugiro a todos que desejam se enveredar pelo CAMINHO.

Deixo aqui, para terminar meu “post” a letra uma música pueril dos tempos de infância, que veio a mim, numa noite, em um sonho inspirado pelos guias espirituais, que era o seguinte: fui transportada a um teatro sem público onde um grupo de adolescentes e crianças ensaiava uma peça. Surpreendente foi a cena: algumas crianças vestiam-se de branco, com asas angelicais, estáticas, de brinquedo, mas tinham a capacidade real de levitar! Voavam lentamente em círculos à volta de um outro grupo, vestido de negro, rostos cobertos de fuligem. Esse grupo atuava fingindo dormir em um sono paralisante. Os atores-anjinhos simularam aplicar no coração de cada um que dormia uma injeção de luz e os pegaram entre os braços, fazendo-os levitar com naturalidade graciosa...
 Voavam pelo palco e cantavam em uníssono a letra dessa música, que haviam retirado  do famoso conto “João e Maria(sim...cantaram a versão brasileira!)

“Uma pedrinha, duas pedrinhas, três pedrinhas vamos jogar e assim nosso caminho saberemos encontrar... A floresta é bem grande, há perigos a valer... porém, marcando o caminho não iremos nos perder..."

De repente, acordei. Na minha mente, havia forte lembrança daquele sonho incrivelmente real. E uma certeza interior me dizia o que significava cada detalhes do que eu vi...

A marcação do caminho com as pedrinhas é o bom senso, a vigilância, o critério ponderado no amor e na caridade. As pedrinhas eram o nosso esforço diário no sentido de atingir a evolução do nosso espirito. A floresta era o mundo de evolução e provas em que vivemos, o planeta Terra. E o Caminho, bem... eu soube somente alguns meses depois de ter tido esse sonho que os primeiros cristãos eram chamados de "O POVO DO CAMINHO" ... Que caminho? O de Jesus, que afirmou ser ele mesmo, os seus ensinamentos, o único caminho possível para redenção da humanidade!

Detalhe importante: budistas, mulçumanos, ateus, ou praticantes de qualquer outra Religião, podem seguir o CAMINHO DO CRISTO sem estarem catalogados socialmente de "cristãos", porque o caminho de Jesus é edificado  pelas obras de cada um, pelo "agir": não depende do rótulo que cada um carrega e sim da luz interior de cada um  e de suas boas obras.

" A candeia do seu corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz; Se, porém,os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto a luz que em ti há são trevas, quão grande serão tais trevas!"

                                                            Mateus 6: 22,23





quarta-feira, 8 de julho de 2015

CIÊNCIA E RELIGIOSIDADE FINALMENTE JUNTAS!

Abaixo, um resumo da metodologia científica utilizada no Instituto  Windbridge  no Arizona, EUA, para verificar a precisão das respostas dadas por médiuns aos familiares sobre seus parentes desencarnados feitos pela pesquisadora e cientista Julie Beschel e relatada no livro  da sua autoria "AMONG MEDIUNS: A SCIENTIST'S QUEST FOR ANSWERS":

A)“O Experimentador 1,E1, com o uso de um software, escolhe aleatoriamente dois desencarnados com diferentes características e seus familiares associados.

B)E2 sorteia 2 mediuns e os instala em saletas equipadas com gravador. 50 perguntas para cada par de desencarnados  são geradas pelo software e enviadas para os mediuns por E2  sem que o experimentador  saiba quais são os familiares e mortos envolvidos.

C) Observem que E1 e   E2 desconhecem quais familiares e desencarnados e questões  foram selecionados pelo software que dispara avisos por e-mails para  os familiares,mandando-os mentalizar o pedido de “contato” para o  seu parente desencarnado.

Notem que é o desencarnado quem contata o medium... pois os cientistas E1 e E2 não têm esses dados com eles. O espírito é quem deve se comunicar com o medium antes mesmo da sessão começar...

Natureza  das perguntas que são feitas:

  • Qual a aparência dele na vida física?
  • Qual a personalidade
  • Qual atividade ou hobbies
  • Qual a causa da morte
  • Tem alguma mensagem para o seu familiar?
  • Tem alguma coisa a mais que você queira me dizer sobre essa pessoas.

D) As respostas em envelope fechado são passadas para o  cientista E3   que as envia,misturadas, para os familiares instalados em outro local.Mandam todas as respostas juntas,copiadas para cada familiar.

E) Os familiares devem:

  • Verificar a veracidade de cada item e de cada leitura.
  • Dar uma pontuação de 0 a 6.
  • Escolher quais respostas são as deles.

Os pontos importantes de controle  da pesquisa:

1)Os mediuns ignoram as informações sobre os desencarnados antes, durante e depois da sessão mediúnica.

2)Os familiares ignoram a origem da leitura durante a pontuação e eles não as escutam quando elas ocorrem.

3)O experimentador que contata os familiares ignora quais mediuns farão a sessão e qual desencarnado foi designado para cada um.

4)O experimentador que interage com os mediuns durante a sessão  ignora para qual familiar elas estão sendo feitas.

5)O experimentador que interage com os familiares durante a pontuação das respostas dadas pelos mediuns ignora todas as informações sobre os desencarnados e qual item era para um ou outro.

Em 21 leituras, 16 escolheram as respostas e identificaram os desencarnados corretos e deram alta pontuação às respostas (76%). Sim, o número total pesquisado ainda é pequeno, apenas 21 leituras, e isso nos frustra um pouco, mas há de se considerar que a pesquisa continuará e que o importante é a mudança gradativa de paradigma dos cientistas, médicos e pesquisadores neurologistas que começam a estudar métodos de viabilizar as experimentações dos fenômenos espíritas. Claro que, como é uma experiência dependente das reações comportamentais de encarnados e desencarnados (como também são de certa forma  a psicologia, a história e até a filosofia), a precisão das respostas dependerá  relevantemente  do campo da estatística e do uso contínuo da medição e experimentação.

Cientistas que concretizam a convergência entre Ciência e Religião como Kardec previu,sob a luz da “fé racionalizada”, começam a atuar e isso é mesmo uma notícia de esperança e motivação aos praticantes da doutrina espírita. Vejam um artigo interessante que cita alguns cientistas que já acolhem o paradigma  onde a Ciência e a Vida após a Morte começam a se encontrar...




terça-feira, 27 de janeiro de 2015

APRESENTAÇÃO DO LIVRO AS QUATRO BABILÔNIAS, DE MARIUS COELI


Esse livro notável é deveras relevante para compreendermos as profecias, notadamente as de Daniel e  o Apocalipse de João.Foi escrito em 1937, num dos períodos mais nefastos da Humanidade, o da Segunda Gerra Mundial, e traz um estudo profundo e inspirado que nos permite compreender muitos dos símbolos ocultos e da linguagem divina para manifestar o futuro coletivo da humanidade. Tive o prazer e a honra de conhecer MARIUS COELI ,pseudônico do engenheiro MÁRIO DE CERQUEIRA LEITE , pois ele, já falecido, era meu tio-avô. Por isso, é com especial deferência e carinho que indico o  livro aos espíritas e simpatizantes da doutrina  que desejam compreender e estudar o APOCALIPSE. Para endossar a idoneidade da obra, coloco abaixo um comentário de PASSOS LÍRIOS sobre o livro e também a opinião do ESPÍRITO EMMANUEL, grande mentor, conhecido e amado graças ao inesquecível medium CHICO XAVIER.

As Quatro Babilônias

Passos Lírio

Ninguém há, afeito a compulsar o Velho e o Novo Testamentos, que desconheça as dificuldades com que nos defrontamos na interpretação das passagens de um e de outro, algumas das quais quase inapreensíveis em seu sentido intrínseco, dado o simbolismo em que se engastam.
Nem é por outra razão que, nos domínios da exegese ou bermenêutica, proliferam livros das mais variadas escolas religiosas, em que os autores, diversificados entro si, empenham-se em dar as interpretações dos textos sagrados, ansiosos de fazer valer suas opiniões sobre as dos demais, embora nem sempre sejam precisamente exatos e felizes nos conceitos expandidos.
O fato é que o entendimento e a assimilação da Verdade (melhor diríamos de parcelas da verdade) dependem menos dos que pretendem no-la ensinar do que de nossa capacidade de apreendé-la, que varia de indivíduo para indivíduo, segundo o grau de compreensão de cada um, vale dizer, da posição evolutiva em que nos encontremos.
Todavia, depois da eclosão ostensiva e generalizada da mediunidade, dentro e fora dos domínios aspiritistas - porque todos o sabem: o mediunismo não é criação nem privatividade do Espiritismo -, alguns escritores, encarnados e desencarnados, estes como agentes, aqueles como instrumentos, hão conseguido captar as revelações de parte dos segredos da soberana Esfinge e faz faze-las chegar ao conhecimento do povo, notadamente dos estudiosos, em condições plenamente satisfatórias, sem contestação possível - tal a evidência com que no-las apresentam.
Por outro lado, nenhum de nós desconhece que, dentre os livros sagrados (assim são considerados), o Apocalipse, inserto no Novo Testamento, é um dos de mais difícil interpretação, em face da variedade e variação de imagens simbólicas de que se reveste a linguagem, eminentemente figurada ou figurativa, do famoso clarividente da Ilha de Patmos, cuja visão profêtica entrou pelos séculos e milénios, alcançando mesmo, em suas incursões no tempo e no espaço, a plenitude dos nossos dias, ou seja, dos acontecimentos hodiernos. Dir-se-ia ser, por antecipação, o Albert Einstein da cronologia dos episódios históricos de múltiplas e sucessivas idades e gerações.
Mas, houve alguém, com vinculações a conhecida crença religiosa, mas insuspeito, porque isento de paixões e preconceitos, que, assistido por Espíritos Superiores, conseguiu penetrar nos meandros sinuosos da palavra profética de João Evangelista, devassando-lhe os aspectos velados do pensamento e dando-lhes configurações perfeitamente ajustadas ao alcance do nosso entendimento, ante as interpretações razoavelmente claras com que no-las mostra e demonstra.
Esse alguém, bastante imparcial, foi Marius Coeli.
E quem lhe conceitua o livro "As Quatro Babilónias", assim em termos de grandeza e profundidade, é precisamente o Dr. Luiz Olympio Guillon Ribeiro, outro notabilissimo exegeta, capaz de comentar horas seguidas um versículo evangélico, tanta era sua erudição e perspicácia, segundo dele dizia o seu sucessor na Presidéncia da Federação Espírita Brasileira, Antônio Wantuil de Freitas.
Em duas oportunidades, referiu-se ele à obra.
Na primeira, em "Reformador" de novembro de 1939, escreveu:
"Este título é o de uma obra extraordinária, única, podemos dizer, no seu gênero, publicado há mais ou menos um ano, tendo por autor Marius Coeli, pseudónimo de ilustrado engenheiro residente em S. Paulo.
Para bem lhe expressarmos a singularidade e a importância verdadeiramente excepcional, bastar-nos-ia, talvez, declarar que ainda não víramos, e certamente não existe, tão completa, clara, lógica e concludente interpretação e explicação das profecias simbólicas do "Apocalipse", como as que se nos depararam nessa obra monumental, vinda a lume no momento oportuno, porquanto a sua divulgação se dá quando próximo vem o surto avassalador do "Anticristo", ali mostrado com todas as suas características, e ao qual se seguirá de perto a segunda descida do Cristo, Senhor do mundo, a Implantar definitivamente na Terra o seu reino.
O que há, porém, de mais relevante em "As Quatro Babilônias" é que o estudo interpretativo e a análise elucidativa dos símbolos e dos números apocalípticos não são feitos unicamente pelos textos da Revelação do Vidente de Palmos, mas mediante o confronto amplo e a conjugação segura desses textos com os das principais profecias do Antigo Testamento, notadamente as de Daniel e lsaias.
É de tal modo preciso esse confronto, ião empolgante pela sua naturalidade aquela conjugação de textos e tão numerosos os considerados, que evidente se torna não ser a obra de que tratamos fruto exclusivo do engenho, do intelecto de um homem, porque nenhum fora capaz de escrever, com semelhante cunho, em pouco mais de dois anos, um trabalho como esse que, então, demandaria, pelo menos, toda uma existência, cuja maior parte se consumiria na pesquisa e anotação dos pontos escriturísticos a serem postos em paralelo com os do "Apocalipse", tomados um a um, como complementos daqueles, ou sobre eles baseados!
Temos, pois, para nós que a de que falamos é, genuinamente, uma das grandes e das admiráveis obras mediúnicas de que se mostram pródigos os tempos atuais, pela razão mesma de serem esses tempos os em que, segundo as previsões evangélicas, as faculdades medianímicas alcançariam portentoso desenvolvimento, que outra coisa não quiseram tais previsões exprimir, referindo-se à época em que os velhos teriam sonhos, visões as crianças e os mancebos profetizariam, ato.
Depois de estudar meticulosamente, nas páginas proféticas do "Apocalipse", orientado pelas narrativas simbólicas das Escrituras, a formação. o engrandecimento e a queda de três das Babilónias constantes dessa revelação, Marius Coeli faz o mesmo com relação à Quarta e última, a que aí está, patenteando aos olhos, até dos que ainda não os tenham de ver claro, a série doa acontecimentos tremendos e fulminantes que se vão daqui por diante desenrolar e que chegarão aos primeiros anos do terceiro milénio, que se assinalará pela constituição ostensiva da verdadeira Igreja Universal do Cristo. Comprovando, com surpreendente precisão, a realização exala das profecias nos séculos já decorridos desde muito antes de iniciar-se a era atual, "As Quatro Babilônias” dissipa as obscuridades do simbolismo usado no "Apocalipse", e o cenário dos formidáveis sucessos que vão desenrolar-se no palco do mundo se apresenta às vistas assombradas de quem lhe perlustra as páginas, marcando o encerramento de um dos grandes períodos da evolução humana, com o aniquilamento final da "Besta", e a abertura de uma nova fase da mesma evolução. E tudo em conformidade perfeita com as palavras, também proféticas, de Jesus, conservadas nos Evangelhos, anunciando o fim do mundo do erro e da mentira, caracterizado pela "Implantação da desolação no lugar santo", o advento do novo mundo, o do Cristianismo em espírito o verdade."
Na segunda oportunidade, em "Reformador" de janeiro de 1940, ressalta o Dr. Guillon Ribeiro o que disse, acrescentando outros tópicos, com o escopo de divulgar uma mensagem dada por Emmanuel, comprobatória dos termos da sua conceituação anteriormente expandida.
Vamos, ainda agora, às suas palavras:
"Tão surpreendente se nos antolhou a maneira racional por que o autor de "As Quatro Babilónias" conseguiu varar a obscuridade profunda do estranho e formidável simbolismo de que se serviu o Vidente de Palmos, para descrever a sua visão profética, tão ingente se nos patenteou o esforço que esse deslindamento da narrativa apocalíptica demandava, tão superior às possibilidades restritas de uma inteligência humana, ainda que das mais potentes o melhor aparelhadas, que não trepidamos em qualificar como de natureza essencialmente mediúnica o trabalho de Marius Coeli. (... )
Pois bem, digamos agora por que recordamos hoje o que expandamos há dois meses acerca da obra magistral daquele devotado irmão nosso que, chegado o momento predeterminado do Alto, soube constituir-se maleável instrumento pelo qual as vozes do céu houveram por bem tornar compreensível ao homem, ao soar a hora do cumprimento integral das profecias ali contidas, uma das partes mais notáveis das sagradas Escrituras e de cuja significação o entendimento humano ainda não pudera assenhorear-se.
É que tivemos a satisfação viva de ver confirmados, pelo grande Espírito Emmanuel, em mensagem de 2 do mês corrente, transmitida na presença de um dos nossos companheiros, o Vice - Presidente da Federação, por via do excelente médium Francisco Xavier, os conceitos que emitíramos com relação à obra de que tratamos, ao seu gênero, à sua significação e à razão de ser da sua inspiração neste instante amargurado que a humanidade está vivendo." (... )
"Meus amigos, Deus vos conceda muita paz.
Pobre servo de Jesus, não vos venho trazer a palavra de sabedoria, mas a da cooperação fraterna, em sua misericórdia, para o estudo de nossas expressões evolutivas, em caminho da espiritualidade luminosa.
Quero referir-me ao vosso desejo de nossa manifestação sobre "As Quatro Bebilônias", repositório de numerosas elucidações oriundas do Alto, isto é, do plano divino, de cujo reservatório de verdades emanou o pensamento profundo dessa obra. Não só o instrumento humano o falível contribuiu para esse evento, grande número de enviados cooperou na exposição desse trabalho sadio, dando curso às mais sublimes Inspirações. Nem mesmo um cérebro perecível poderia avançar tanto nesse caminho de concepções, tão-somente com a pobreza das possibilidades materiais. Somente o Espírito, apreendendo a luz divina, percorrendo a estrada dos acontecimentos e perquirindo a sagrada semeadura, nos tempos mais remotos, poderia realizar esse esforço, trazendo ao conhecimento humano a chave da revelação, nas suas características universalistas.
Podemos adiantar ainda que, nos planos espirituais mais próximos da Terra se organizam núcleos devotados ao bem e à verdade, sob a égide do Senhor, de maneira a preparar-se a mentalidade evangélica esperada para o milenio futuro, depois de grande ceifa em que o orbe terá de renovar os seus caracteres. É natural que esses núcleos de entidades amorosas e sábias se aproximem das coletividades que já conseguiram realizar as melhores edificações no terreno definitivo da construção espiritual. A Europa, nas suas expressões de decadência, não conseguiria receber semelhantes vibrações. Numa hora destas, em que o Velho Mundo ouve, amargurado, os mais dolorosos ais do Apocalipse.
É por essa razão que os Espíritos do bem e da sabedoria buscam a América, para continuação da tarefa sagrada e, muito particularmente, o Brasil, dentro da sua incontestável missão de difundir o Evangelho pelo mundo, de modo a edificar-se o homem do futuro nas mais consoladoras verdades celestiais.
E faz-se preciso notar que para um esforço dessa natureza o plano invisível não requisitou as forças que o servem ostensivamente; chamou ao testemunho o missionário despreocupado dos fenômenos, para a demonstração da essência dos ensinos, buscando-o nos templos de outra ordem, onde a verdade relativa se há fechado muita vez na sombra do dogmatismo, pelas imposições do sacerdócio que, em todos os tempos, eliminou as mais belas florações do profetismo.
Associamo-nos às vossas alegrias recebendo essa dádiva de confortadoras e decisivas revelações, que se destinam à demonstração da linha sagrada e universalista do progresso do mundo, sob o olhar misericordioso Daquele cujas palavras são amor e vida e jamais passarão.
Fazendo a nossa reverência espiritual aos elevados mentores que inspiraram esse esforço, desejamos-vos a paz de Deus, esperando que sua bênção de amor conforte as nossas almas o esclareça os nossos corações.

Emmanuel

Será necessário dizermos algo sobre o nome de quem subscreve esta mensagem? Mais do que quaisquer palavras nossas, falam por si mesmas as suas notáveis e maravilhosas obras, do conhecimento, hadiornamente, não só dos espiritistas brasileiros, como tembém de milhares de confrades de países de outros continentes, todas exaltando as excelências do Cristianismo e interpretando-lhe os ensinamentos, à luz da Terceira Revelação.
Emmanuel, incontestavelmente um dos maiores exegetas das letras sagradas do Mundo Maior, desvelado Nume Tutelar da Alta Espiritualidade, dispensa comentários, e não seremos nós que teremos a veleidade de fazê-los... Dizer o quê? Está dito tudo!

REFORMADOR, FEVEREIRO, 1979

Link para baixar o livro  As 4 Babilonias:

http://www.4shared.com/office/5XdipLS_/AS_QUATRO_BABILONIAS.html

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

BOKO HARAM E O APOCALIPSE

Sabem aquele ditado onde se diz que uma imagem vale mais do que mil palavras? Bem, é verdade. E diante das barbáries que vêm sido praticadas na Nigéria, genocídios infames, destuição de vilas inteiras, mortes vergonhosas de homens, mulheres e crianças, crimes nefastos contra a Humanidade, não pude deixar de me lembrar de um trecho do APOCALIPSE, cujo teor reproduzo abaixo. Leiam o texto e depois olhem a imagem do exército do BOKO HARAM... Concordando ou não comigo, comentem, ok? Gosto de saber as opiniões dos amigos, mesmo quando são diferentes da minha, pois somente comparando  as diferenças é que sse pode  construir um aprendizado sadio.

"E o parecer dos gafanhotos( notem que gafanhotos representam uma consciencia coletiva, um grupo, que agem por um pensamento instintivo em comum.O que um faz, todos fazem, sem autocrítica, movidos pelo instinto...Também traz a conotação de praga, detruição coletiva, pois onde passa uma nuvem de gafanhoto a vegetação não sobrevive...) era semelhante ao de cavalos aparelhados para a guerra; e sobre as suas cabeças havia umas como coroas semelhantes ao ouro (1); e os seus rostos eram como rostos de homens (2).E tinham cabelos como cabelos de mulheres (3)-(o véu islâmico é aqui está como o usado pelas mulheres chama-se "niqab" e deixa apenas os olhos descobertos...)e os seus dentes eram como de leões(4).E tinham couraças como couraças de ferro (5) e o ruído das suas asas era como o ruído de carros, quando muitos cavalos correm ao combate.(asas pode ser um veículo condutor, não é?Como um "jeep" de combate...)E tinham caudas semelhantes às dos escorpiões,(6) e aguilhões nas suas caudas; e o seu poder era para danificar os homens por cinco meses.E tinham sobre si rei, o anjo do abismo; em hebreu era o seu nome Abadom, e em grego Apoliom.(Apoliom significa “Destruidor” e é apresentado como o nome do “anjo do abismo”. Mesmo a destruição é um poder que está sob a Lei Divina... Mas é a vontade dos homens, e não de Deus, que escolhe as trevas ou a luz... Destruir ou edificar.O anjo do abismo, das trevas inferiores, do Umbral portanto,  está vigilante sobre eles e fará com que prestem contas pelos seus atos ... No versiculo  1 diz que "foi lhe dada a chave do poço do abismo".Olhando palavras como estas, "destruidor", "abismo", sem uma análise mais profunda poderíamos  concluir  que elas fazem referência a Satanás , o ou a algum de seus "seguidores". Mas não é isso que significa, já que vemos esse "anjo do abismo" em apocalipse 20:1-vem do céu para prender Satanás( E vi descer do céu um anjo,que tem a chave do abismo, e uma grande cadeia na sua mão.Ele prendeu o dragão, a antiga Serpente,que é o diabo e Satanás e o prendeu por mil anos.)Então Abadom é um anjo  ou um grupo angélico a serviço de Deus. Ele  é um espírito do "alto escalão",ou um grupo deles, que tem a chave do "abismo",palavra apocalíptica que simboliza o Umbral.Abadom é quem irá segurar durante os derradeiros momentos do Apocalipse os espíritos inferiores, cuja coletividade recebe o nome de Satanás, para que párem de reeencarnar durante um período na Terra...Apocalipse 9:6-11



sexta-feira, 26 de setembro de 2014

PAI NOSSO EM ARAMAICO

Estudo das palavras mântricas do Pai-Nosso/Mãe-Nossa original
Aramaico = Abwun d’bwashmaya.
Bíblico = Pai nosso, que estais no céu.
A palavra abwun se divide em quatro partes:
a – a eternidade, unidade, o mantra al, usado no som Alá ou Alaha, significa “um” (a unidade).
bw – nascer, luz, criação ou bênção.
u  –  energia da totalidade.
n –  força que movimenta a vida.
A palavra d’bwashmaya se divide em duas partes:
shm – aquilo que brilha, luz, vida.
aya – luz que brilha em todos os lugares.
Interpretação:
      Alma absoluta de luz criadora de tudo que se move, que se ouve, que está dentro e fora de nós por toda a eternidade.Unidade criadora, sua luz resplandece em nós e em tudo que há na mãe-pai do cosmo.
Aramaico – Nethqadash shmakh.
Bíblico – Santificado seja o Vosso nome.
      Nethqadash – curvar o coração ao sagrado ou a alma interior (Vem daqui a palavra judaica kosher, que significa sagrado).
      Shmakh (shm) – luz do coração ou do interior.
Possível tradução:
Prepare-nos para recebermos sua luz, clareando o nosso sacrário interno,
levando luz para todas as partes.
Aramaico – Teytey malkutakh.
Biblico – Venha a nós o Vosso reino.
      Teytey – venha, preencha minha intimidade.
      Malkutakh – reino interno, um dos nomes da Grande Mãe no Oriente Médio, casa da rainha ou da deusa.
Interpretação:
Venha, através do nosso desejo mútuo de união, abraçar os ideais justos do nosso planeta, da Grande Mãe Terra. Eleja unidade e individualidade (sem divisão).
Aramaico – Nehwey tzevyanach aykanna d’bwashmaya aph b’arha. 
Bíblico – Seja feita a Vossa vontade, assim na terra como no céu.
      Tzevyanach – desejo de coração (algo além do mental), propósito, compaixão (o preceito maior do budismo).
      Ayakanna – consciência, desejo da alma.
      Arha – a Terra como ser vivo, planeta gerador, não algo para ser explorado ou dominado; igualdade entre animais, plantas, água, terra, ar, etc.; o tratar bem nossa casa.
      Shm – luz.
      Aya – qualquer lugar.
Interpretação:
 Que o seu mais eterno desejo de compaixão e tolerância para cada forma de vida seja
também a nossa trilha de consciência. Ao entrarmos em contato com a sua consciência,
formaremos uma nova criação.
Aramaico – Hawvlan lachma d’sunqanan yaomana.
Bíblico – O pão nosso de cada dia nos dai hoje.
Hawvlan – produção, geração humana, criação com alma e vida.
Lachma – pão e compreensão, alimento da alma, paixão.
Chma – possibilidade, poder gerador.
Sunqanan – iluminação, ninho, consciência, geração.
Yaomana – Sabedoria, entendimento
Interpretação:
Produza em nós a compreensão/iluminação para dividirmos o pão (alimento) que a terra nos
proporciona, não exigindo dela mais do que necessitamos. Dê-nos a sabedoria para sentirmos
a terra que nos rodeia e sustenta.
Aramaico – Washboqlan khaubayn (wakhtahayn) aykanna daph khnan shbwoqan l’khayyabayn
Biblico – Perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido.
shbwoqan– voltar à sua essência.
(Wa) Shboqlan – voltar ao estado original, restabelecer-se.
Khaubayn – energia interna, fruto negativo.
Khtahayn – erro, insucesso.
Ayakanna – a transformação deve ser feita na mente e no coração.
Interpretação:
 Apague de minha alma aquilo que me leva para a inconsciência para que eu volte ao meu estado original, esquecendo assim meus erros, frustrações e culpa. Alivie a nossa carga para que possamos nos sentir livres.
Aramaico – Wela tahlan l’nesyuna ela patzan min bisha.
Bíblico – E não nos deixeis cair em tentação mas livrai-nos do mal.
Wela tahlan – não deixar seduzir-se pelas ilusões, pelo que é falso, pelo ego.
Nesyuna – agitação interna, tentação no sentido de perder-se na mente.
Bisha – ação imprópria, imaturidade (no hebraico: erro, mal).
Patzan – libertar-se, desapegar-se (a verdade, a sua verdade, o libertará).
Interpretação:
 Que eu aprenda a olhar além das aparências, liberte-me de ilusões e da estagnação interna
que me limita. Não nos deixe penetrar na ilusão, livre-nos da falsidade.
Aramaico – Metol dilakhie malkutha wahayla wateshbukhta l’ahlam almin. Ameyn.
Bíblico – Vosso é o reino, o poder e a glória, agora e para sempre. Amém.
      Alguns pesquisadores e estudiosos acreditam que esta parte não tenha integrado a oração (mantra) de Jesus. A versão bíblica de Mateus a contém, mas não a de Lucas. Para a versão aramaica, ela é um fechamento que torna o mantra absolutamente completo. Portanto sugiro que medite nela.
Metol – Nascimento, poder, força criadora
Dilakhie – local de grande felicidade, de abundância, campo fértil.
Malkutha – voz interna (“eu posso”), eu eterno.
Hayla – força de vida, energia produtiva, sustento.
Teshbukhta – som divino, canção mântrica.
L’ahlan almin – de tempos em tempos, passando de geração a geração para a eternidade.
Ameyn – palavra de juramento no Oriente. Pode ter se originado da palavra egípcia ament, que significa mistério da vida, morte e renascimento, apontando para os mistérios da criação/criaturas.
Interpretação:
 De sua abundante energia produtiva surge toda força, todo som divino, toda criação, que passa por todas as gerações. Amém. De sua força vital, que produz vida e sustenta a vida em cada criatura, planeta e tempo de geração a geração. Amém.
Eis outra possível tradução do Pai-Nosso, adaptada por mim do texto em aramaico
original para sua reflexão e meditação:
“Energia absoluta de luz, Deus Mãe, Deus Pai,
Criadora de tudo o que se move, se ouve, se vê.
Tudo o que está dentro e fora de nós
Inunda o nosso santuário interno, torna nossa luz útil.
Dá-nos tua energia para que possamos levar tua luz para todas as criaturas.
Vem, através do nosso desejo, criar idéias coletivas para o nosso planeta, para o cuidado da Grande Mãe.
Que o teu mais profundo desejo de compaixão e amor para cada forma de vida seja também o nosso.
Produz em nós a sabedoria para dividirmos o pão que a terra proporciona, sem exigirmos mais do que necessitamos e a iluminação para compartilhar essa sabedoria.
Que eu volte ao meu estado original, apagando minhas frustrações e meus erros, perdoando minhas limitações.
Que eu aprenda a olhar além do ilusório, libertando-me da superficialidade e analisando o que sou realmente.
De tua energia vital nasce toda criação, vida, som, força, que produz e sustenta o cosmo e faz desta uma verdade, de geração a geração.
Ameyn – Que possamos confiar na eternidade.”
Em minhas práticas meditativas e formações, tenho também utilizado para refletir e meditar a versão da tradução ocidental do Pai-Nosso, comparada com outra tradução do aramaico. Reflita a respeito:
                              Bíblico                                                                     Aramaico
Pai nosso, que estais no céuAlma absoluta de unidade que a tudo criou dentro e fora de nós, Mãe e Pai do cosmo
Santificado seja o Vosso nomePrepare-nos para nos fundirmos em sua luz, clareando nossa alma e levando consciência e luz para todas as partes
Venha a nós o Vosso reinoVenha seu desejo mútuo de tolerância e união que abraça todos os desejos de nossa casa externa e reino interno da Mãe e do Pai
Seja feita a Vossa vontade assim na terra como no céuQue seu desejo de compaixão e tolerância seja nossa trilha de consciência
O pão nosso de cada dia nos dai hojeProduza em nós a compreensão/iluminação para dividirmos os alimentos entre todos e dê-nos sabedoria para comungarmos com a Terra
Perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos a que nos tem ofendidoApague de minha alma tudo o que me leva para a inconsciência, para que assim me sinta sempre liberto
E não nos deixeis cair em tentação mas livrai-nos do malLiberte-me de ilusões, falsidades, julgamentos e estagnação da alma
Vosso é o reino, o poder e a glória, agora e para sempreQue de sua infinita energia abundante surja toda força, todo som sagrado, toda criação que passa de geração em geração.
Amém.Ameyn


 

Fonte consultada: 


"O Livro de Ouro dos Mantras"